A cada ano que se inicia somos naturalmente levados a repensarmos os nossos planos e metas idealizados, para darmos sequência ao nosso programa reencarnatório.
Fazemos avaliações também naturais, comparando as realizações e acontecimentos entre si, para ajuizarmos sobre a qualidade de vida operada no ano que se foi.
Certos de que "a natureza não dá saltos", obedecemos assim, a imperiosa "lei da sequência". Portanto, refletirmos desse modo, é absolutamente natural.
O ponto mais importante a ser observado, é aquele que se refere a nossa maior ou menor capacidade, de exercermos uma conduta onde a solidariedade e a bondade se façam presentes.
É certo que essa busca moral, por um comportamento mais espiritualizado, ocorre espontaneamente através dos tempos, independentemente das influências filosóficas e religiosas existentes a milênios. Uma vez que as leis divinas estão em nossa consciência, todos somos compelidos a investirmos ano após ano, em nosso auto aprimoramento moral e intelectual.
A grandiosa meta permanente é, inexoravelmente, a aplicação plena da "Lei de Amor". Conforme assevera o espírito Hammed, não queremos dizer que, para sermos SOLIDÁRIOS e BONDOSOS, devemos comungar de modo absoluto com os pontos de vista alheios; sobretudo, isso significa que devemos estar dispostos a tentar compreendê-los e respeitá-los. Não devemos supor que pensem do mesmo modo nosso. Só haverá real SOLIDARIEDADE quando alcançarmos uma forma de sair de nós mesmos e avaliar como cada individualidade vê o mundo com seus próprios olhos. As experiências de vida de outra pessoa são válidas para quem as experenciou e, mesmo que contestem as nossas, devemos levá-las em consideração.
Quando a SOLIDARIEDADE se torna um hábito e deixamos de empolgar-nos pelo julgamento precipitado, nossa capacidade de amar amplia-se.